PORQUE OS EUA É O GRANDE SATÃ

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Com base nas obras de Andreas Malm (A destruição da Palestina e a destruição do planeta) e Eduardo Galeano (As veias abertas da América Latina), a explicação para um cidadão norte-americano sobre o motivo de seu país ser visto como uma força de destruição suprema (ou "o grande satã") não se basearia em teologia, mas na descrição técnica de um sistema global de espoliação econômica, devastação ambiental e violência militar articulado pelos Estados Unidos.

1. O Motor da Destruição Planetária e Humana

Segundo Andreas Malm, os Estados Unidos não são apenas um participante passivo na crise climática, mas o líder ativo de um processo de destruição física do planeta e de populações vulneráveis.

  • O ciclo do capital fóssil: Os EUA lideram a expansão da produção de petróleo e gás exatamente no momento em que a ciência exige o contrário para manter o planeta habitável. Malm descreve isso como um "paupericídio": a matança de populações pobres (como nas enchentes na Líbia) causada pelo excesso de carbono emitido pelo Norte global, liderado pelos EUA,,.
  • A máquina de guerra: O exército dos EUA é identificado como o "maior usuário institucional de combustíveis fósseis do mundo" e, consequentemente, o maior emissor isolado de gases de efeito estufa. A proteção do fluxo de petróleo tornou-se um imperativo de guerra, criando um ciclo onde a intervenção militar garante o combustível, e o combustível alimenta a máquina militar.
  • Cumplicidade no genocídio: No contexto da Palestina, Malm argumenta que o genocídio em Gaza é um "esforço transnacional" coordenado pelo núcleo capitalista avançado, com os EUA à frente, fornecendo armas, dinheiro e cobertura diplomática. A destruição física de Gaza é vista como uma extensão do imperialismo norte-americano, onde Israel atua como uma ferramenta estratégica,.

2. A Hipocrisia do "Livre Comércio" e o Saque Econômico

Eduardo Galeano forneceria a base econômica, explicando que a riqueza dos Estados Unidos é diretamente proporcional à pobreza da América Latina. O sistema não é uma competição justa, mas uma engrenagem de saque.

  • Protecionismo para mim, livre mercado para você: Galeano aponta que os EUA construíram sua indústria sob rigoroso protecionismo, mas utilizam o FMI e o Banco Mundial para impor o "livre comércio" aos países pobres, impedindo-os de proteger suas próprias indústrias,,.
  • Extração de riqueza: As grandes corporações norte-americanas (como a Standard Oil ou a United Fruit) operam extraindo recursos naturais (petróleo, ferro, cobre, zinco) vitais para a economia e a segurança nacional dos EUA, pagando preços irrisórios e deixando para trás buracos e miséria,. Galeano cita que, de cada dólar investido na América Latina, os EUA retiram múltiplos dólares em lucros, descapitalizando a região.
  • O "Grande Satã" como banqueiro: A "ajuda" externa e os empréstimos são descritos como mecanismos de chantagem e subsídio às exportações dos próprios EUA. A dívida externa funciona como uma armadilha que obriga os países a aumentarem as exportações de matérias-primas, deprimindo os preços e perpetuando a pobreza,.

3. A Sabotagem da Democracia e da Soberania

Ambas as fontes destacam que os Estados Unidos atuam sistematicamente para destruir qualquer tentativa de desenvolvimento autônomo ou soberania no Sul Global.

  • Golpes de Estado e Ditaduras: Galeano documenta exaustivamente como os EUA financiaram e orquestraram golpes contra governos democráticos que tentaram reformas nacionalistas, como os de Arbenz na Guatemala (para proteger a United Fruit), Goulart no Brasil (para proteger a Hanna Mining e outros interesses), e Allende no Chile (para proteger as empresas de cobre).
  • Israel como ferramenta imperial: Malm cita Joe Biden afirmando que "se não houvesse Israel, os Estados Unidos teriam que inventar uma Israel para proteger nossos interesses na região". Isso reforça a visão de que os EUA utilizam nações inteiras como peças de xadrez para manter hegemonia, indiferentes ao custo humano local.
  • Esterilização e Controle Populacional: Galeano aponta que, em vez de combater a pobreza, os EUA promoveram campanhas de esterilização em massa na Amazônia e em outras regiões, vendo o crescimento populacional do Terceiro Mundo como uma ameaça política, não como um problema humano.

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Gringo, conclue-se que:

O seu país é chamado assim porque construiu sua prosperidade através de um sistema global de pilhagem. Historicamente, utilizou corporações e fuzileiros navais para drenar as riquezas naturais da América Latina (Galeano) e, atualmente, utiliza sua máquina militar e financeira para garantir a expansão dos combustíveis fósseis, acelerando o colapso climático que mata os mais pobres, enquanto financia e arma genocídios (como em Gaza) para manter o controle geopolítico (Malm). O rótulo justifica-se pela violência estrutural: a riqueza do seu estilo de vida custa a soberania, o meio ambiente e o sangue das populações do Sul Global.

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qualquer hum

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conta nova, dando nova chance ao bsky

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