quase toda semana durante o ano quase todo eu tirei as sextas-feiras pra ouvir quase todo novo lançamento musical que me aparecesse na frente. durante 2025 eu postei recomendações e reviews mal-feitas sob a tag #nmf-- muito mais pra estar fazendo algo legal com o meu tempo do que pra outras pessoas.
hey, se alguém clica no link de alguma música pop/dance que eu chamo de "absurda" ou "incrível" (nota pra 2026: melhorar meu vocabulário pra elogios) eu já fico bem feliz. eu amo recomendar música, amo ver algum artista que eu recomendei aparecendo nas escutadas do discord ou no last.fm dos meus amigos e colegas. mas a real é que nas sextas-feiras eu tô exausto, então eu preciso de algo pra me encorajar a existir.
esses não são necessariamente os que eu mais escutei no ano, ou os grandes hits... esse ano nem teve grandes hits, teve? não muitos. tem coisa que a gente escuta, reconhece a genialidade, e toca pontualmente. tem coisa que toca on repeat na rádio maluco mas infelizmente ainda não consegui fazer scrobble do cérebro direto pro last.fm. tenho que aprender a codar pra isso.
ok, eu vou parar de enrolar. ESSE é meu top 10 de álbuns lançados em 2025.
e eu vou tentar não usar as palavras "absurda" ou "incrível".
10. TOTAL SELLOUT - JAE STEPHENS
a jae foi uma das minhas descobertas favoritas do ano passado. uma daquelas descobertas bestas de sugestão da rede social complicada lá. e ela está cheia de hits em potencial na compilação TOTAL SELLOUT, um compilado dos dois EPs que ela lançou entre o ano passado e esse, com quatro faixas inéditas -- que provavelmente são as melhores do projeto. o som dela é pop/r&b beeeem inspirado nos anos 2000. a baladinha THAT'S MY BABY é deliciosa de cantar junto e meio que podia estar em qualquer parada do TVZ em 2005-06... mas sem parecer datada, acho?
acho que é isso o que diferencia o TOTAL SELLOUT de certos outros álbuns inspirados em um som de uma década lançados esse ano. mesmo fazendo referências diretas (como ela faz em PRECIOUS), em nenhum momento deixa de ser o show dela, e como um pré-álbum de estreia... ele é beeeeem fechadinho. e bom do começo ao fim.
9. GOLDIE BOUTILIER PRESENTS... GOLDIE MONTANA - GOLDIE BOUTILIER
fiquei obcecado com a goldie boutilier depois de ser apresentado a SEX PARANOIA pelo aleatório do spotify. o EP VERY BEST, de 2018, tem toda uma storyline e é um dos meus trabalhos favoritos dela, mesmo estando sob o nome "goldilox" no spotify-- a cantora já mudou de nome algumas vezes. quando ela cantava um rap pop, ela foi my name is kay, e depois apenas kay. nessa época, ela foi engavetada pela gravadora e presa num contrato sem poder lançar música, tendo que trabalhar em restaurante (e fazer outras coisas) pra conseguir se sustentar. o nome ficou com a gravadora, ela se mudou pra paris, e virou dj e modelo na época com o nome goldilox. goldie boutilier veio ali em 2018, na época desse EP que eu mencionei-- e é o nome que ela segue usando depois de mudar de som pra um alt-country-pop-clássico. vieram aí vários EPs nesse estilo, todos altamente recomendados!
com esse álbum, a goldie conseguiu emplacar KING OF POSSIBILITIES como música de abertura na série bi-curiosa-mas-meio-conservadora-é-estranho-não-me-pergunte THE HUNTING WIVES, e agora está por aí fazendo performance em jimmy fallon e etc.
mas ok, falei demais pra apresentar a goldie boutilier.... mas o bom é que ela só precisa de algumas músicas pra apresentar GOLDIE MONTANA, seu alter ego (ela não mudou de nome essa vez, obrigado deuses do last.fm), e faixa-título do álbum (que é uma delicinha!). ela pega bastante das próprias experiências e traumas e escreve na perspectiva desse alter ego-- ela fala da época que precisou ser trabalhadora sexual em terrible things e sobre como é ruim se sentir julgada por isso, sobre o contrato que teve que escapar em who are you gonna worship now, sempre honesta e por vezes até direta, mas se colocando em um papel de sobrevivente -- e vencedora.
num todo, as letras são sempre interessantes de prestar atenção; a produção e a música em si são hipnotizantes, com um destaquinho especial pra minha favorita do álbum, SNAKE EYES e o interlude instrumental yacht is sinking, que segue favorite fear no álbum e conta com umas vocalizações deliciosas.
só espero mesmo tudo de bom pra querida, pois ela merece.
8. FANCY THAT - PINKPANTHERESS
o nome dela é pink, muito prazer em conhecer. talvez ILLEGAL seja um dos maiores hits do ano, viralizou com tiktok, e... ela é boa mesmo. uma das artistas mais divertidas do momento, trazendo samples e fazendo músicas curtinhas pelo único motivo de que é o que ela gosta... acho que ela incorpora muito a filosofia de fazer coisas pra você e compartilhar com o mundo. e dá certo. não é à toa que ela tem sido tão influente-- deu carreira pra ice spice, requentaram os nachos dela algumas vezes...
as versões com parcerias no deluxe FANCY SOME MORE acabaram deixando algumas músicas muito melhores (NOISES, com as minhas amadas SUGABABES, foi de uma que eu mal ouvia pra ficar on repeat algumas vezes; as parcerias com a zara larsson e a kylie minogue me fizeram escutar stateside mais vezes depois de ter enjoado um tantinho), e também é um dos meus projetos favoritos do ano, mesmo tendo algumas decepções. (a faixa acima, GIRL LIKE ME, não é a favorita do público... e eu não gostei de nenhum dos remixes.)
no fim das contas, o FANCY THAT é um álbum de 20 minutos e 33 segundos e talvez por isso eu não tenha colocado mais em cima (baixo?) na lista. mas ainda assim... é tempo que você não sente passando e ele é extremamente replayable.
7. DEBÍ TIRAR MÁS FOTOS - BAD BUNNY
esse segue sendo o único projeto do bad bunny que eu escutei completo. (aceito recomendações!) mas eu tinha uma ideia diferente dele musicalmente antes, e mesmo achando ele bonito, gostoso, e um queridaço pessoalmente, eu achava que não gostaria da música dele.
com as recomendações da @aparecuda.bsky.social, eu resolvi dar uma chance, e... me emocionei bem. a faixa-título (ou quase, a faixa na verdade só chama DtMF) me fez chorar quase imediatamente... e o resto do álbum tem um som tão gostoso que te hipnotiza. é bem errôneo imaginar que a identidade brasileira difere tanto assim da identidade latino-americana quando a gente cresceu com novela e com artistas de todos os cantos da américa latina, muito mais até que os enlatados estadunidenses. e chega a ser meio chato bater com gente resistente que fica "ai, não escuto bad bunny kkkkkk quem no brasil escuta" quando se cresceu com rebelde ou a usurpadora ou betty a feia ou café com aroma de mulher e quando tanta experiência foi trocada -- ou mesmo foi igual.
eu não escutei ele taaaaaaantas vezes esse ano, mas sinceramente, foi um dos álbuns que eu mais gostei de ter experienciado -- e NUEVAYoL ficou na minha cabeça direto.
mas não foi a única canção que fala sobre a cidade esse ano.
6. ADDISON - ADDISON RAE
lembro bem de quando a addison debutou com a terrível OBSESSED. lembro de falar com um amigo e ele achar terrível. mas eu também lembro de notar algo ali, uma vontade, uma fome que eu não vi em esforços de outras tiktokers. mesmo a bella poarch, que fez umas músicas bem legais ali no começo da década, não parecia estar 100% locked in.
um filme ruim depois, algumas polêmicas e tudo mais, e eu achei que eu pudesse estar errado. mas eu nunca estive errado. em 2023, ela lançou um EP com algumas das demos vazadas, uma parceria com charli xcx e a regravação de uma demo muito amada de ninguém menos que lady gaga... e i got it bad, que acabou sendo uma das minhas músicas mais ouvidas de 2023. mais uma colaboração com a charli veio em seguida, num remix divertidasso de von dutch, que cimentou a ex-tiktoker como protegé da britânica. e a charli podia ter tido uma carreira muito feliz regravando demos rejeitadas e fazendo pop-qualquer-coisa pro resto da vida, ela podia ter seguido com o som do brat, que a charli logo iria abandonar (e abandonou!).
mas não.
ela decidiu nos dar um dos melhores álbuns do ano.
eu não exagero aqui quando falo isso. com um time totalmente feminino consistindo dela e das compositoras elvira anderfjärd e luka kloser, ela sentou a bunda no estúdio e fez um álbum de estreia sem nenhum defeito, com bangers e canções sinceras e um som só dela, depois da (muito boa) DIET PEPSI. mas claro, um álbum sem defeitos não quer dizer que ele seja perfeito. tem uma ou outra que eu não gosto tanto assim (eu não devo ter ouvido money is everything mais do que cinco vezes), mas a engenharia foi boa e o álbum nunca te deixa entrar em um momento ruim... além de terminar com uma das melhores do ano, HEADPHONES ON. eu não sei, só é um álbum que te deixa com um gosto bom na boca e te faz voltar e querer deixar tudo de lado.
5. EGO DEATH AT A BACHELORETTE PARTY - HAYLEY WILLIAMS
a hayley williams decidiu foder os meus scrobbles esse ano com dezessete singles lançados no mesmo dia.
a hayley williams decidiu foder o meu emocional com os dezessete singles lançados no mesmo dia.
eu teria colocado ele um pouco mais em baixo na lista, mas quando PARACHUTE saiu eu meio que passei um dia inteiro ouvindo ela. e chorando, e ouvindo, e chorando, e ouvindo. é provavelmente uma das músicas mais bonitas e uma das que mais me machucou esse ano-- uma das que mais me ajudou a processar sentimentos, também.
compilados no álbum com mais três músicas sendo lançadas semanalmente depois, a estratégia toda em cima foi bem legal. ouvir tudo, ouvir tudo na ordem certa, ir reescutando conforme os singles novos saíam.
o álbum é terrivelmente honesto, abrindo bastante sobre a vida dela, sobre o contrato (horrível) com a atlantic records (o álbum foi lançado de forma independente, o selo dela sendo nomeado post atlantic hehehe), sobre ansiedades, sobre luto-- luto por uma cidade e por ver uma cultura cada vez mais racista, luto por um relacionamento... tudo isso navegando por umas experimentações diferentes (e.g. a voz alterada em 'glum') e gêneros diferentes em vários pontos. definitivamente é uma das minhas obras favoritas do ano e, como eu deixei claro, acho que parachute vai ficar comigo por bastante tempo.
4. THAT'S SHOWBIZ BABY - JADE
a visão que a JADE tinha pro álbum sempre foi grandiosa. e eu genuinamente acho que ela conseguiu, mesmo aos trancos e barrancos com música vazada, com adiamentos da gravadora...
o álbum é lotado de absolutas BANGERS-- seis que já haviam saído em algum ponto do ano que levou pro lançamento. e a única coisa que puxa o álbum pra baixo é que todas as seis faixas lançadas foram jogadas no álbum, por ordem da gravadora, inclusive no álbum visual (o que leva a algumas coisas estranhas aqui e ali). no fim das contas, acho que o álbum só não tá mais no alto porque não foi a visão inteira que eu teorizo que a JADE tivesse para o álbum-- transições entre todas as músicas, uma storyline, etc.
todo o álbum varia entre músicas boas e MUITO boas e pop perfection... mas as músicas que não são singles parecem um pouco jogadas no fim. então, eu não sei. ordem de faixas é algo importante pra mim, ok?
o TSB ganhou uma versão revisada com mais faixas -- que pra mim só melhoram essa era -- mas eu não tenho como comentar exatamente porque ouvi bem pouquinho, ainda.
3. LUX - ROSALÍA
a tarde e a noite do dia 6 de novembro foram meio loucas no bluesky. acho que a última vez que vi um frenesi musical nesse ano foi com o lançamento de ABRACADABRA. foram dezenas de mutuals totalmente ligados no álbum, nos temas, nas músicas, todo mundo emocionado e escutando junto (ou semi junto), surpreendidos com as 48 línguas que rosalía canta no álbum. e eu fui, eu tava.
de verdade o LUX é a grande jóia do ano, e assim como uma jóia, foram muitos momentos específicos pra ouví-lo de novo. RELIQUIA ficou comigo e ainda me emociona, chorei com várias das faixas... a produção é RICA de um jeito que eu não lembro de ter escutado em outra coisa moderna, a instrumentalidade é incrível, o trabalho em cima desse álbum é todo de alguém que queria trazer toda uma experiência religiosa-- e uma experiência religiosa foi. até cogitei virar católico depois (mas deixei pra lá).
2. TEENAGE RAMBLE - LEXIE LIU / SALVATION - REBECCA BLACK
bom, uma hora eu ia ter que cheatar. esses são os únicos EPs da lista, e... na minha cabeça faz sentido colocá-los na mesma posição. na minha cabeça ambos os EPs (que são bem diferentes) se complementam muito bem. e sinceramente, eu não conseguiria deixar nenhum deles de fora dessa lista, mesmo não sendo exatamente álbuns. (ambos são mais longos que o FANCY THAT, aliás!)
o SALVATION saiu no começo do ano, dias depois do meu aniversário. ele navega entre o hyperpop e um pop-disco mais mainstream, e carrega uns temas gostosos de... estar feliz sendo quem é. a rebecca se identifica como gay/queer, e ela explora esse tema em relação a uma criação religiosa na faixa-título ("i don't need you to save me / i already saved myself / (...) / i found everything i needed on my own / sweet liberation / in my salvation") e em relação a recusar estar em uma relação hétero na faixa final twist the knife. (curiosamente ambas trazem a mesma imagem de preferir o fogo a estar presa). TRUST! é um hino de pista de dança feito pra alimentar nós gays, e a dobradinha tears in my pocket/do you even think about me tem uma sonoridade TÃO deliciosa que eu acho que morri e voltei da primeira vez que escutei.
já a lexie lançou o TEENAGE RAMBLE agora no finalzinho do ano. ela surgiu na minha vida com uma recomendação do querido @dougiejpg.bsky.social num dos posts do blog dele, pop asiático.jpg, e imediatamente POP GIRL me encantou -- primeiro por ser uma BANGER, e depois pela letra bem divertida e tongue-in-cheek, algo que permeia um pouco o EP, que explora uns tipos de pop diferentes e vai de referência aos anos 2000 (com X, que podia ser da querida rina sawayama quando ela existia), a um pop grunge na demo de CIGARETTE, faixa final e provavelmente uma das minhas favoritas do projeto. só não é a favorita pela existência de DEEPER & DEEPER, produção do danny l. harle (querido) com letra e melodia hipnóticas.
menções honrosas
antes de chegar na obviedade que é o meu AOTY, queria mencionar uns projetos MUITO queridos desse ano que não fizeram o requisito:
THE PROVOCATEUR - ADÉLA: meu projeto favorito que só não entrou na lista por ser um EP. delicioso, lidando com questões de fama e é um trabalho incrível pra um debut. só espero coisas boas vindas dela, e SEXONTHEBEAT é uma das minhas 10 músicas favoritas do ano.
BLACK STAR - AMARAAE: eu dancei TANTO com starkilla que seria um crime não mencionar ela aqui. dance pop (hyperpop?) do bom.
FILM NOIR - FAOUZIA: eu AMO a voz da faouzia e o debut dela é seductive hypnotizing pop e eu recomendo DEMAIS dar uma escutada.
ESSE DELÍRIO VOL.1 - DUDA BEAT: curioso pelo volume 2. talvez entre na lista do ano que vem, mas eu queria... mais.
PERIMENOPOP - SOPHIE ELLIS-BEXTOR: pop disco delicioso com o MELHOR TÍTULO de álbum do ano (referência a perimenopausa).
ALIVIO - CHUNG HA: a minha solista favorita do momento lançou um projeto bem bonzinho e feito para as gaes que merece bastante atenção.
. (PERIOD) - KESHA: o primeiro projeto independente da kesha é a cara dela, e é uma volta-às-origens muito melhor do que a tentativa da katy perry de fazer pop das antigas, mas tem umas faixas que afundam (e.g. o remix do a.g. cook de YIPPEE-KI-YAY é MUITO melhor do que a versão original).
PRINCESS OF POWER - MARINA: não consigo em boa consciência colocar na lista um álbum que tenha a faixa "hello kitty", com sua letra terrível que ainda me assombra. ele teria entrado se não fosse esse show de horrores que pertenceria facilmente a outros álbuns lançados esse ano com letras terríveis de auto-proclamadas professoras de inglês.
ROCK DOIDO - GABY AMARANTOS: maravilhoso, mas ouvi pouco demais. talvez agora no verão eu escute mais.
COISAS NATURAIS - MARINA SENA: eu sinceramente gostei de metade do álbum e a outra metade eu só não lembro.
GOOD LUCK GETTING OVER ME -- GRANT KNOCHE: pra não falar que eu não escuto homem, eu gostei muito desse, popzinho bem sólido. mas ouvi pouquinho.
MIDNIGHT SUN - ZARA LARSSON: começa MUITO bem mas as três faixas finais são meio :| :/ eh. eurosummer/hot & sexy são tudo pra mim.
KPOP B!TCH - THE DEEP: EP recomendação do @wdragon.bsky.social, escutei por conta da review nesse post do blog dele e meio que adorei.
MAYHEM - LADY GAGA: eu gosto muito de algumas do álbum-- abracadabra tocou algumas centenas de vezes. mas como trabalho inteiro eu não adorei não.
SEQUENCE 01 - F5VE: as queridas são queridas!!!! e eu ouvi bastante magic clock esse ano.
SILVER DELIVERER - ALY & AJ: as minhas irmãs preferidas da música tiveram uma jornada do synthpop dos anos compilados no álbum WE DON'T STOP pro pop rock do melhor álbum delas, A TOUCH OF THE BEAT GETS YOU UP ON YOUR FEET GETS YOU OUT AND THEN INTO THE SUN, pro folk-pop-americana WITH LOVE FROM, e então ao country-folk com o mais recente, SILVER DELIVERER. que sinceramente, não foi o meu preferido do ano, e nem delas, mesmo sendo bem feitinho e bem produzido.
1. LOUDER, PLEASE - ROSE GRAY
WET & WILD tocou na minha cabeça quase mais do que tudo esse ano. na real tocou na vida real também, foram 200 scrobbles, por aí. lembro bem de quando o álbum saiu, no começo do ano, e todo gay e suas mães estavam postando o álbum (cuja capa é censuradíssima pelo bluesky por conta dos faróis acesos. boooooooo). e eu fiquei "mas quem será essazinha que todo mundo tá postando?", resisti por uns 10 posts diferentes, escutei a que mais estava sendo compartilhada -- switch -- e embora não tenha achado nada demais nessa de primeira... decidi ouvir o álbum.
e eu gritei AOTY na segunda faixa. e chamei meu amigo pra escutar, pra largar tudo o que ele tava fazendo e escutar junto comigo. e BITCH. that was the DAMN SERVE. a rose é basicamente uma filha ruiva e mais alta da kylie minogue, festeiríssima e cheia de energia, e isso traduz MUITO bem ao álbum-- um trabalho gostosíssimo desde as partes mais românticas sobre o relacionamento-meio-à-distância (o noivo dela é o ator harris dickinson e eu não consigo pensar em alguém mais apropriada pra namorar um cara chamado hairy dick in son do que uma mulher-viado) até as músicas sobre SER uma mulher viado festeira aproveitando a noite, cuidando de amigos, saindo mais cedo porque se sentiu esquisita na boate e sair correndo na chuva com roupa de marca chorando e querendo que vão atrás dela.
eu tive o prazer de ver a querida ao vivo e até de conhecer ela (valeu ao querido @daruan.bsky.social!!!!) e a energia toda TAMBÉM se traduz ao palco. o show é, citando o daruan, ela, o telão, e um sonho e foi uma experiência deliciosa ouvir as minhas favoritas ao vivaço. eu torço muito pra ela ganhar TODOS os prêmios possíveis no BRIT Awards, porque é um albunzão que não enjoou nem depois de tanto scrobble -- e vai continuar sem enjoar. tem letras crocantíssimas e divertidíssimas até quando não fazem sentido total, e agora no fim do ano o álbum recebeu uma versão cheia de remixes, participações, e três novas faixas que seguem no meu repeat até agora.
agora, cês tão prontos pra ação, bebês?
ok, se eu esqueci algo, não citei algum dos seus preferidos, ou se você quiser me recomendar música baseado nos meus gostos, é só falar comigo! adoro ouvir coisa que não escutei e não julgo nada sem ouvir antes. vamos todos torcer pra um 2026 cheio de coisa boa (e já já tem novo single da AGNES!!!!!)
-moonkid